Lista J
As eleições para o Conselho de Faculdade (CF) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA FCT) são um momento importante para refletirmos sobre os valores e princípios que consideramos essenciais para o futuro da nossa Escola. É também uma oportunidade para reforçar o compromisso com uma governação participada, transparente e orientada para a excelência.
O CF é o órgão deliberativo responsável por decisões cruciais para a governação da NOVA FCT. Compete-lhe aprovar os planos estratégicos da Direção, a estrutura orgânica e a execução financeira e orçamental da Escola. É também o órgão responsável por definir e alterar os Estatutos — o documento que estabelece a missão, as atribuições e o modelo de funcionamento da NOVA FCT —, competindo-lhe ainda, no atual enquadramento jurídico, eleger o Diretor e apreciar os seus atos.
De acordo com os Estatutos, o CF é o único órgão da Faculdade verdadeiramente independente do Diretor, sendo eleito por sufrágio universal. Não defendemos uma lógica de contrapoder, mas acreditamos firmemente que o CF deve ter um papel ativo na orientação estratégica da Escola, promovendo a reflexão, o debate construtivo e a definição partilhada de objetivos para o seu desenvolvimento.
Ambicionamos uma Faculdade forte, unida e ambiciosa, onde todos contam e todos participam. Uma Escola que aposta na excelência, lidera na investigação, inova no ensino e transforma o futuro com confiança. Está nas nossas mãos construir uma NOVA FCT mais relevante, mais influente e mais preparada para marcar a diferença na Universidade e no país.
Defendemos uma atuação estratégica em torno dos seguintes eixos:
Excelência no ensino, com particular atenção à formação avançada (mestrados e doutoramentos), sustentada em processos de qualidade e exigência na avaliação, promovendo a inovação tanto nos conteúdos programáticos como nos métodos pedagógicos, de forma a responder aos desafios científicos, tecnológicos e sociais contemporâneos;
Reforço do impacte nacional e internacional da investigação desenvolvida na Faculdade, com destaque para a implementação de um modelo de internacionalização robusto e abrangente;
Promoção do bem-estar de toda a comunidade académica, docente e não docente;
Governação clara e participativa, com regras bem definidas e práticas inclusivas de tomada de decisão;
Robustez económico-financeira e eficiência organizacional, suportadas por estruturas de apoio eficazes;
Articulação com os municípios, com especial destaque para a Câmara Municipal de Almada, e com o tecido industrial, através de parcerias estratégicas e da valorização de instrumentos de inovação, como os parques tecnológicos;
Prosseguir a implementação de uma estratégia de sustentabilidade para a Escola, de forma a contribuir para a transição para a sustentabilidade das Instituições de Ensino Superior, em estreita cooperação com a Universidade NOVA, a Reitoria e os atores locais, regionais e nacionais;
Integração territorial e urbana, contribuindo para o desenvolvimento de uma zona gravitacional de inovação, que promova a interdisciplinaridade, multidisciplinaridade e transdisciplinaridade.
A NOVA FCT é a maior unidade orgânica da Universidade NOVA e um dos seus principais motores de prestígio. Deve ser reconhecida como pilar central no seu desenvolvimento e prioridade no investimento estratégico. Ao aproximar-se do seu 50.º aniversário, a Faculdade entra numa nova etapa: é fundamental consolidar a reputação alcançada, reforçar a excelência no ensino, investigação e inovação, e afirmar de forma transparente a sua governação, missão e visão, projetando-se cada vez mais como referência no panorama científico, tecnológico e social, tanto a nível nacional como internacional.
Com este espírito, apelamos à participação ativa da comunidade nas eleições e no debate de ideias, certos de que juntos poderemos construir uma NOVA FCT ainda mais forte, inovadora e respeitada.
A governação da Faculdade deve pautar-se por princípios de transparência e participação, assegurando o envolvimento efetivo de funcionários docentes e não docentes, investigadores e estudantes na vida institucional. É essencial estimular uma cultura de participação cívica em toda a comunidade académica, promovendo um ambiente onde o contributo de todos e de cada um seja valorizado e integrado nos processos de decisão.
Neste contexto, é igualmente prioritário promover a estabilidade económica da Faculdade, no quadro do ensino superior público, através da implementação de um modelo financeiro sustentável. Esse modelo deverá eliminar ineficiências, assegurar uma gestão integrada dos recursos e responder eficazmente às necessidades da comunidade académica. É ainda fundamental criar mecanismos internos que facilitem o acesso a financiamento externo, pelo que o CF deverá dedicar particular atenção a uma das competências previstas nos Estatutos da NOVA FCT: propor ao Diretor estratégias para a angariação de fundos da Faculdade.
Por fim, torna-se imperativo repensar os processos administrativos numa perspetiva centrada no utilizador, através da implementação de um plano transversal de modernização e transformação digital. Este plano deverá focar-se na agilização das interações entre os utilizadores e o sistema, simplificando procedimentos e melhorando a eficiência dos serviços prestados.
Em paralelo, importa fomentar o alinhamento estratégico com a Reitoria da Universidade NOVA, assegurando uma representação ativa e eficaz da Faculdade nos órgãos centrais da Universidade, bem como reforçar as interações com as restantes Unidades Orgânicas da NOVA.
Em 2024, foi implementada uma nova organização institucional dos serviços, resultado de uma profunda reformulação com o objetivo de os dotar de maior agilidade, proatividade e eficiência, adaptando-os às necessidades atuais e tornando-os mais eficazes e produtivos. Paralelamente, procedeu-se ao reforço dos recursos humanos, reconhecendo-se que uma reestruturação organizacional não se limita à definição de um novo organigrama. Este reforço traduziu-se num aumento de cerca de 14% no número de funcionários.
Preconizamos a monitorização contínua do funcionamento dos serviços, com vista à identificação de eventuais ajustamentos, quer ao nível organizacional, quer ao nível dos recursos humanos, assegurando a sua adequação às exigências atuais. Esta adequação visa, por um lado, garantir respostas céleres e eficazes às necessidades dos estudantes e, por outro, assegurar que os docentes possam concentrar-se nas suas atividades letivas científicas, ficando progressivamente libertos das componentes administrativas.
A articulação entre a Direção e o Colégio de Presidentes de Departamento é essencial para o alinhamento estratégico da instituição. Este diálogo promove a coerência entre objetivos institucionais e compromissos departamentais, reforçando a corresponsabilização. Além disso, potencia sinergias e fortalece a cooperação entre departamentos.
Um dos resultados deste diálogo foi a definição, em 2024, de um novo modelo de distribuição de verbas pelos departamentos, cuja implementação se concretizou em 2025. Este modelo transfere para os departamentos a responsabilidade pela execução de um conjunto de despesas que anteriormente estavam sob a alçada dos serviços centrais, incluindo os encargos com docentes especialmente contratados. Esta alteração permite, com base em regras objetivas, um planeamento mais eficaz do desenvolvimento dos departamentos, nomeadamente no que se refere à gestão dos respetivos recursos.
Consideramos que este modelo, assente nos princípios de transparência e responsabilização, deve ser aprofundado e consolidado.
O financiamento da Faculdade está naturalmente interligado ao das instituições que compõem o seu perímetro externo: a NOVA.ID, o UNINOVA e, em menor escala, o Madan Parque. Estas entidades têm proporcionado vantagens relevantes ao nível da gestão e da captação de recursos. Contudo, é importante reconhecer que a sua atividade depende, em larga medida, do trabalho desenvolvido pelos docentes e investigadores da Faculdade.
Uma parte significativa do financiamento obtido através da investigação científica tem sido canalizada diretamente para estas instituições externas, o que pode, por vezes, originar leituras imprecisas sobre a real capacidade da Faculdade para gerar receita.
Adicionalmente, desde a criação destas entidades, o contexto institucional e científico evoluiu de forma significativa: surgiram novos instrumentos, como os laboratórios colaborativos e os laboratórios associados, e a NOVA passou a ter o estatuto de fundação pública de direito privado. Estas alterações tornam necessária uma reflexão sobre a missão destas instituições, tendo presente o importante papel que podem desempenhar, não só no enquadramento atual, mas também num futuro próximo decorrente da criação da nova região NUTS II da Península de Setúbal.
Independentemente das soluções que venham a ser equacionadas, é fundamental garantir uma governação transparente, coerente com os princípios e objetivos da Faculdade. Neste enquadramento, o CF deverá assumir um papel ativo na supervisão estratégica destas instituições, assegurando que a sua atuação se articule de forma clara com os órgãos de gestão da Faculdade.
Queremos afirmar a NOVA FCT como uma “Research University” de excelência. A Investigação Científica é, portanto, um pilar central na nossa missão.
A NOVA FCT tem vindo a reforçar de forma consistente a qualidade e o impacte da sua investigação. Este reconhecimento ficou patente na excelente recente avaliação das Unidades de Investigação (UI) e nos resultados obtidos anteriormente no concurso de Laboratórios Associados. Este sucesso deve-se, em primeiro lugar, ao empenho e à excelência dos nossos Docentes e Investigadores, sendo também impulsionado pela criação de novas Unidades de Investigação.
Defendemos a total autonomia das UI na definição das suas agendas científicas. Ao Conselho da Faculdade compete promover as condições para que a investigação se desenvolva de forma mais produtiva, colaborativa, internacional e alinhada com as grandes prioridades científicas globais.
Queremos promover uma investigação com impacte real na sociedade, e não limitada a uma lógica redutora de prestação de serviços. As instituições de interface devem estar plenamente integradas na missão científica da Escola. Propomos a igualdade de direitos e deveres para todos os investigadores, independentemente da sua afiliação institucional.
Nos últimos anos, alcançámos novas posições científicas que reforçaram a nossa capacidade de investigação. É, agora, fundamental garantir a sua continuidade. Assumimos o compromisso de lutar pela estabilidade e valorização das carreiras de investigação.
Dispomos de massa crítica para trabalhar em equipa. A articulação entre as áreas científicas de Ciências e Engenharia é essencial para enfrentar os desafios complexos da sociedade e alinhar a nossa investigação com as grandes agendas internacionais.
A participação em programas como o ERC, Horizon Europe ou colaborações com o MIT e a CMU é fundamental para o avanço da investigação. Estes projetos promovem a excelência científica e o desenvolvimento de abordagens inovadoras. Potenciam ainda o acesso a recursos, infraestruturas e redes de conhecimento. Contribuem significativamente para o impacto e relevância da investigação produzida.
Fazemos parte da Universidade NOVA. Está na altura de tirar pleno partido dessa pertença. Com ambição, cooperação e visão estratégica, afirmaremos a NOVA FCT como um verdadeiro motor de ciência, inovação e impacte social.
No atual contexto de transformação acelerada da sociedade e do conhecimento, a Escola assume a responsabilidade de repensar continuamente o seu papel formativo. A oferta formativa deve, por isso, refletir uma articulação coerente entre investigação, inovação pedagógica e impacte social, reforçando a sua pertinência num cenário global cada vez mais exigente e competitivo.
A definição dessa oferta deve assentar numa análise rigorosa do panorama atual, na identificação de lacunas formativas e na antecipação de novos desafios, um princípio que tem norteado a NOVA FCT desde a sua origem. Acresce a necessidade de uma articulação eficaz entre a atividade científica e a gestão inteligente dos recursos humanos e materiais disponíveis.
A criação de novos cursos deve integrar-se numa estratégia institucional clara, assegurando a coerência com a missão da Escola, a excelência científica, a atratividade para os estudantes e a sustentabilidade dos recursos envolvidos. A colaboração entre departamentos deve ser promovida, orientando-se para o impacte social e a valorização do conhecimento, bem como para o reforço de parcerias com outras unidades da Universidade NOVA e com instituições externas, nacionais e internacionais, evitando visões restritas ou endógenas de desenvolvimento.
Por fim, a aposta na formação ao longo da vida deve constituir uma prioridade estratégica. Esta deve incluir programas dirigidos a profissionais no ativo e soluções formativas personalizadas, sempre com elevados padrões de qualidade e relevância social. Sempre que adequado, deverá ser considerada a colaboração com a Escola de Executivos, potenciando sinergias e alargando o impacte da formação contínua.
O comportamento dos estudantes universitários tem vindo a alterar-se significativamente, em grande parte devido à influência das redes sociais, que incentivam um consumo rápido e fragmentado de informação. Esta realidade dificulta a capacidade de concentração prolongada e coloca em causa a eficácia dos métodos pedagógicos tradicionais, assentes em exposições extensas e pouco interativas. Torna-se, por isso, essencial repensar as práticas de ensino, adotando abordagens mais dinâmicas e alinhadas com as novas formas de aprendizagem.
Paralelamente, a crescente utilização de ferramentas de inteligência artificial no meio académico representa tanto uma oportunidade como um desafio. Estas tecnologias devem ser encaradas como uma ferramenta útil, com potencial para potenciar a aprendizagem e apoiar o trabalho académico. No entanto, é importante garantir que a sua utilização não conduza a uma atitude passiva ou a uma dependência excessiva de soluções automatizadas. Assim, é imperativo desenvolver uma pedagogia centrada na reflexão crítica, na criatividade e na autonomia, garantindo que os estudantes adquiram competências sólidas e sustentáveis num contexto digital em permanente evolução, como aquela que se tem estado a construir em torno da Comunidade de Prática Pedagógica, recentemente criada.
A Faculdade tem registado progressos significativos no processo de internacionalização, impulsionados, em grande medida, pelo trabalho e empenho dos docentes e investigadores dos docentes dos diversos departamentos. Esta dinâmica deve ser reconhecida, valorizada e assumida como um exemplo a seguir.
É essencial reforçar a participação da Escola em redes e parcerias internacionais estabelecidas no âmbito da Universidade, não só como sinal claro da superação de práticas académicas excessivamente fechadas, mas também como fator determinante para a melhoria da qualidade global da instituição.
Recentemente, a NOVA FCT iniciou uma turma lecionada integralmente em inglês no ciclo de estudos da Licenciatura em Engenharia Informática. Paralelamente, vários cursos de Mestrado e Doutoramento têm vindo a ser lecionados em inglês, sempre que se verificam situações em que os estudantes não dominam a língua portuguesa.
Neste enquadramento, torna-se prioritário definir como objetivo estratégico o aumento da percentagem de estudantes estrangeiros nos cursos de Mestrado e Doutoramento. Para tal, é importante avaliar o impacte e os resultados das formações já lecionadas em inglês, com vista à replicação dos modelos de maior sucesso.
Por outro lado, o estabelecimento de duplos graus com universidades congéneres europeias não só atrai estudantes estrangeiros dessas instituições, como também responde às expectativas dos nossos estudantes, ao proporcionar-lhes uma experiência internacional mais enriquecedora ao longo da sua formação. Tendo em conta as políticas e recomendações recentes da União Europeia, nomeadamente o Relatório Letta, o Relatório Draghi, o Programa da Comissão Europeia 2024–2029 e a iniciativa Union of Skills, segundo as quais os futuros diplomas europeus deverão surgir no seio das “University Alliances”, os duplos graus referidos devem, preferencialmente, ser desenvolvidos no âmbito da aliança universitária EUTOPIA e de outras que venham a ser estabelecidas.
Ainda no âmbito da internacionalização, o programa Erasmus+ constitui, indubitavelmente, uma das ferramentas mais poderosas para a mobilidade de estudantes, docentes, investigadores e funcionários não-docentes.
A definição e implementação de uma estratégia de recursos humanos é essencial para a credibilização da NOVA FCT, posicionando-a como uma instituição com visão de futuro, capaz de atrair, desenvolver e reter talento, oferecendo perspetivas de carreira e valorização profissional. A gestão destes recursos é determinante para a qualidade do ensino, da investigação, da inovação e da extensão, pelo que essa estratégia deve ser clara, coerente com os Estatutos da Escola, com o novo Regulamento de Prestação de Serviço Docente (RPSD) e alinhada com as suas necessidades concretas.
Essa gestão deve assentar em três pilares fundamentais: a contratação de recursos que permitam reforçar e renovar o corpo docente, promovendo também o desenvolvimento de novas áreas; a avaliação de desempenho de docentes e investigadores; e a progressão na carreira, assegurando critérios justos, transparentes e baseados no mérito.
Relativamente ao à contratação de recursos. essencial estabilizar, com os devidos ajustamentos periódicos, o Plano de Recrutamento de Docentes recentemente acordado entre a Direção e os Departamentos, garantindo processos transparentes e céleres. No que respeita à avaliação do desempenho dos docentes, defendemos a revisão do regulamento atualmente em vigor, datado de 2017, de modo a adaptá-lo ao novo RPSD e a introduzir eventuais ajustamentos que reflitam as alterações nas práticas pedagógicas e os desafios atuais da atividade científica. Quanto à progressão na carreira, no caso da carreira de investigação, os estatutos da NOVA já preveem a progressão com base no mérito absoluto, carecendo, contudo, de regulamentação específica. No entanto, na carreira docente, o ECDU estabelece que essa progressão só pode ocorrer mediante a abertura de concursos internacionais, os quais podem culminar na contratação de novos docentes.
Assim, neste contexto, foi definido em 2024 um novo mecanismo, com implementação prevista para 2025, que visa proporcionar a cada docente a possibilidade de submeter o seu Curriculum Vitae e “Academic Statement” para avaliação, com vista à progressão na carreira, independentemente da existência de vagas para novas contratações.
Defendemos o reforço deste mecanismo, que garante a todos os docentes da NOVA FCT uma perspetiva de progressão baseada na excelência, permitindo-lhes alcançar o topo da carreira académica.
Paralelamente, propomos a criação de um programa estruturado de formação e tutoria para novos docentes, que os prepare para o exercício pleno das suas funções pedagógicas, científicas e de gestão. Este programa deverá incluir formação em métodos de ensino e aprendizagem, bem como em gestão de equipas e projetos, e ser apoiado por docentes experientes. Tal iniciativa contribuirá para o reforço do desempenho individual, da qualidade institucional e do sentido de pertença à NOVA FCT.
O cumprimento da missão da Escola de Investigação, sustentado num compromisso com a excelência em todas as suas dimensões e numa clara ambição de internacionalização, exige a existência de condições de trabalho e ambientais de elevada qualidade na nossa Faculdade.
Contudo, tem-se vindo a verificar uma acentuada degradação do edificado do campus. Ao longo dos anos, múltiplos fatores contribuíram para a falta de manutenção regular e eficaz dos edifícios e dos equipamentos que os servem.
Esta realidade tem gerado condições de trabalho manifestamente insuficientes, com repercussões diretas no bem-estar de docentes, investigadores, pessoal técnico e administrativo, bem como dos estudantes. O estado atual das infraestruturas compromete seriamente a capacidade competitiva da Escola, tanto no domínio do ensino como da investigação.
Com recurso a diversos fundos provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e a financiamento regional, foi iniciado, em 2023, um conjunto alargado de intervenções no campus e nas suas infraestruturas, bem como a definição de projetos de obras com o objetivo de melhorar a qualidade de vida e de trabalho no campus, tornando-o mais moderno, funcional, eficiente e sustentável. Entre estas intervenções, destacam-se: a remodelação do sistema de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (AVAC) do edifício da Biblioteca; a remoção de amianto em vários edifícios; a construção de um edifício multiusos para estudantes e funcionários; a reabilitação profunda do Edifício VII; e a construção de uma nova residência universitária no campus, com capacidade para cerca de 200 camas.
Neste contexto, compete ao CF acompanhar e monitorizar o progresso de todas as intervenções, identificando, em articulação com a Direção, eventuais constrangimentos e colaborando ativamente na superação de dificuldades que possam surgir ao longo do processo. Deve, igualmente, promover-se e garantir-se um esforço contínuo por parte da Direção na melhoria das condições de trabalho nos edifícios que ainda não beneficiaram das devidas intervenções, assegurando um ambiente de trabalho seguro, confortável e adequado às exigências das atividades académicas e científicas aí desenvolvidas.